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( Jackeline Moraes )
Diferenças na alimentação e hidratação da criança podem ser sinais de que o corpo pede algo a mais.
Aumento da fome, maior necessidade de ingestão de água e a perda de peso podem ser os primeiros sintomas de Diabetes Infantil.
Segundo a médica Endocrinologista Pediátrica da Sociedade de Pediatria do RS, Márcia Puñales, não existem medidas preventivas, nem causas pontuais para o desenvolvimento da doença.
Apenas as boas práticas alimentares podem reduzir riscos de crianças propensas a desenvolverem enfermidade.
- A Diabetes 1, pelo fato de ser uma doença autoimune, não tem medidas de prevenção. Há estudos de vacinas, de medicações em pacientes que tem um risco de desenvolver, o que não significa que vá, necessariamente, acontecer. Geralmente ela necessita de um fator desencadeante - alerta a Médica.
A Diabetes Infantil já nasce com a criança, partindo de uma predisposição genética a ter alguma alteração nos genes do sistema de defesa.
Segundo a médica, devemos nos preocupar com o Tipo 2 e tomar medidas para que o Tipo 1 não evolua para esse quadro.
- Até hoje não temos como evitar o Tipo 1. É preciso, portanto, investir em medidas de prevenção do Tipo 2. Nos Estados Unidos, por exemplo, a prevalência de Tipo 2 em crianças está muito alta, devido a má alimentação - assinala a Médica.
O Diabetes Tipo 2, comum em adultos, está associado ao sobrepeso. Porém, devido ao descontrole alimentar, há crianças que já apresentam esse quadro ainda quando pequenos.
O melhor tratamento preventivo é a alimentação balanceada desde cedo.
- Melhorar lanches em escolas públicas, conscientizar a população quanto à alimentação rica em nutrientes e conservar peso e altura da criança equilibrados, são algumas das maneiras de se evitar esse mal - enfatiza a pediatra.
A Diabetes Tipo 1, popularmente conhecido como Infantil, cria anticorpos apara atacar as próprias células de insulina, que são responsáveis por levar glicose às células para que haja queima e produção de energia.
Altas doses de glicose acumuladas no sangue, à longo prazo, podem trazer complicações nos olhos, rins, nervos e coração.