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A vida impõe às mulheres constantes mudanças corporais, não apenas com a chegada da adolescência e os primeiros fluxos menstruais ou com as adaptações que o organismo deve sofrer para abrigar o feto durante a gravidez.
Quando parecia que todas essas etapas haviam sido vencidas, os hormônios novamente decidem por a prova o gênero feminino e, por volta dos 50 anos, surgem os sintomas da menopausa.
De acordo com a ginecologista Maria Helena Bastos, “a falta de informação acaba causando muita insegurança e confusão”, assim, em meio a um caminho de escuridão, centenas de mulheres começam a enfrentar as mudanças dessa fase da vida, como quem enfrenta uma doença.
Por isso, a primeira terapia é a informação já que, conhecer as mudanças produzidas nessa etapa, assim como os sintomas mais freqüentes, com a perspectiva de que, depois de terminada essa fase, muitas delas viverão outro terço de suas vidas.
Mudanças na estrutura
O primeiro que se deve saber é quando uma mulher encontra-se nessa fase.
A ginecologista e obstetra Beatriz Oliveira, explica que o climatério, ou período da menopausa, está definido pelos sintomas que se produzem no processo de adaptação do corpo aos níveis hormonais, e durante esse processo a mulher deixa de menstruar.
A doutora afirma que “a mulher deve estar sem fluxo menstrual por mais de um ano”.
Até que o diagnóstico não cumpra com o requisito - mais de 12 meses sem fluxo - não se pode constatar a entrada na menopausa, ou seja, apenas depois desse prazo pode-se abandonar os métodos anticoncepcionais.
O normal é que o processo comece por volta dos 50 anos de idade. Entretanto, existem registros de mulheres que iniciam essa etapa antes mesmo dos 40 anos.
De toda forma, a duração e intensidade dos sintomas variam em cada caso e, enquanto para algumas mulheres a menopausa passará quase inadvertida, outras podem experimentar por mais de uma década os sintomas e, em alguns casos, chegam a ser tão fortes, que influenciam diretamente a vida dessas pessoas.
O conjunto de sintomas, neste período feminino, acontecem a partir dos 30 anos, quando os ovários – seguindo sua programação genética – começam a produzir menos hormônios (estrogêneos e progesterona), processo que se acentua durante a perimenopausa; por volta dos 45 anos de idade.
Quando um amigo se vai
O estrogêneo, que acompanha a mulher desde a puberdade, é o responsável pela transformação do corpo de menina em mulher e está relacionado com o tipo de pele e a distribuição da gordura corporal.
Quando sua ausência começa, a pele perde parte de seu brilho e a mulher desenvolverá mais gordura abdominal.
Outra função importante do estrogêneo é a de que ele ajuda a proteger os ataques cardíacos, razão pela qual as mulheres apresentam índices de infarto muito mais baixos que os dos homens.
Além disso, esse hormônio tem a importante função de fixar o cálcio nos ossos e, quando não encontra-se presente, aumenta o risco de osteoporose.
Resta apenas a resignação?
Até agora não existe um consenso sobre quais os tratamentos que apresentam melhor resultado.
O mais renomado é o tratamento através da reposição hormonal, onde as carências dos hormônios femininos são supridas através da intervenção humana.
Entretanto, nem todos os especialistas concordam com esse método.
A doutora Beatriz Oliveira – a favor dessa terapia – explica que “existem várias formulações de hormônios disponíveis e que são prescritas de acordo com cada caso. Podem ser ingeridas, injetadas, aplicadas como gel, adesivos ou implantes na pele”.
Desde sua perspectiva, “o tratamento é necessário. Melhora os sintomas de sono, melhora o lado emocional da mulher, assim como diminui o risco de doenças cardíacas e osteoporose”.
Ao contrário dessa perspectiva, a doutora Maria Helena Barros, pensa que outras alternativas são mais apropriadas, salientando que “a terapia hormonal pode aumentar o risco de câncer de mama e de útero”.
Agrega ainda que, “considerar que as mulheres deveriam tornar-se dependentes do tratamento para corrigir uma síndrome de deficiência hormonal é violar a natureza feminina e menosprezar uma situação normal”.
Como alternativa, propõe uma alimentação rica em soja que, segundo explica, tem mantido as mulheres orientais a margem dos sintomas mais complexos da menopausa.
Além do mais, outras correntes médicas, propõem o uso de fitohormônios – derivados de plantas – para o tratamento dos sintomas ou mesmo o uso da terapia homeopática, que também tem estudado o fenômeno.