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Diabete Mélito, conhecimento e controle


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Diabete Mélito é uma doença crônica, caracterizada pela elevação do açúcar no sangue.

Não se conhece exatamente sua(s) causa(s). Podem estar envolvidos fatores hereditários, genéticos, ambientais, imunológicos e virais.

O Diabete pode ser dividido em 2 grandes grupos: o Diabete Mélito insulino-dependente (DMID) ou diabete do tipo I, e o Diabete Mélito não-insulino-dependente (DMNID) ou diabete do tipo II.

Estes 2 tipos de diabete nem sempre são facilmente reconhecíveis em um determinado paciente.

Além destes, há outras condições caracterizadas por intolerância ä glicose, Diabete Mélito Gestacional e secundário a outros distúrbios (por ex., pancreatite, indução por drogas, outros problemas endócrinos).

O Diabete Mélito insulino-dependente (DMID) é caracterizado pelo início abrupto dos sintomas clássicos (sede, urina em excesso, aumento do apetite e emagrecimento), tendência à cetoacidose*¹ e dependência de insulina exógena para manter o contrle da glicemia.

Inicia-se geralmente entre a infância e o início da idade adulta, podendo ocorrer mais tarde em alguns casos. As causas são multifatoriais.

O Diabete Mélito não-insulino-dependente (DMNID) é caracterizado por início lento, com poucos sintomas, ou é assintomático. Os sintomas são: sede e urina em excesso, fraqueza,dor nas pernas, visão borrada, cãibras, às vezes até perda de peso. É frequente descobrir a doença por acaso, em exame de rotina.

Em geral ocorre após os 45 anos de idade. A obesidade está presente em 80 a 90 % dos casos. Existe forte tendência familiar.

O tratamento inicial é a mudança no hábito alimentar e incentivo à atividade física. O objetivo é a manutenção do peso normal. Deve ser evitada a ingestão de açucar, mel, refrigerantes açucarados. A quantidade de alimentos a ser ingerida varia de acordo com a idade, sexo, peso, atividade física. Devem ser evitadas as frituras e limitar o uso de gorduras no preparo dos alimentos. Evitar ao máximo o consumo de álcool e de cigarros. Quando o Diabete não é controlado somente pela dieta, é indicado o uso de medicação hipoglicemiante por via oral e em alguns casos, o uso da insulina é necessário.

De uma maneira geral, os pacientes diebéticos têm uma perspectiva de vida praticamente normal. Entretanto podem surgir complicações, relacionadas ao comprometimento dos rins, nervos, olhos e da circulação do coraçao e das pernas.

As complicações são influenciadas por diversos fatores como taxa elevada de glicose, colesterol, triglicerídeos e aumento da pressão arterial por longos períodos. Estudos recentes comprovam que o controle rígido da glicemia e da pressão arterial reduzem de forma importante as complicações crônicas do Diabete, principalmente se diagnosticadas nas fases iniciais.

O tratamento deve ser contínuo e realizado por uma equipe profissional multidisciplinar: médicos, nutricionistas, psicólogos e professores de educação física.

Um paciente bem informado sobre sua doença, enfrenta melhor o seu dia a dia, melhorando seu padrão de vida.

*¹distúrbio metabólico grave, causado geralmente por insuficiência insulínica, encontrado principalmente no diabete mélito insulino -dependente (DMID). Além dos sintomas de diabete descompensado (emagrecimento, sede, urina em excesso) encontramos vômitos, dores abdominais difusas, presença de cetonas na urina, glicose elevada como características principais. Pode ocorrer choque ou coma.
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Publicado em: 01/01/2000. Última revisão: 05/01/2015
 COLABORADORES 
Dra. Marta Maria Spohr Diefenthaeler Marta Maria Spohr Diefenthaeler é formada pela Faculdade Católica de Medicina do Rio Grande de Sul - Porto Alegre. Curso de Pós-graduação em Geriatria pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Porto Alegre. Cremers: 3918
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