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Corrimento vaginal (corrimento marrom escuro)


Existe uma preocupação intensa da mulher em relação aos corrimentos vaginais.

Até que ponto uma secreção pode ser considerada normal? O que é corrimento normal?
É normal o corrimento marrom e o corrimento escuro? O que é corrimento patológico?

Durante a infância a ocorrência de corrimentos patológicos (que são considerados doenças) é rara.

Esses corrimentos são causados na maioria por verminoses e higiene inadequada.

A partir do momento que a menina menstrua ocorre uma mudança do Ph e da flora vaginal, que acrescidos de mudanças comportamentais (como por exemplo uso de tecidos sintéticos justos) podem levar à um aumento da secreção vaginal, mas raramente, neste caso leva à infecções.

Na mulher sexualmente ativa já existe uma mudança de Ph e flora vaginal, devido ao ato sexual.

O não uso do preservativo pode infectar a mulher com microorganismos que causarão uma alteração da secreção vaginal normal, tornando essa mesma secreção uma doença,com sinais e sintomas, devendo ser diagnosticada e tratada adequadamente.

Sempre que existe uma suspeita de corrimento e de que a secreção não está normal deve-se procurar um ginecologista, para um exame mais detalhado.

Via de regra uma secreção sem odor e sem prurido (coceira) não é considerada doença.

A partir do momento em que ocorre uma alteração na quantidade desta secreção, na coloração (marrom ou escuro) e no odor, acompanhado ou não de prurido, deve-se procurar o médico.

Existem certos tipos de infecção genital em que a secreção - o corrimento - se torna pruriginosa, com odor fétido e pode ou não ser acompanhada de irritação vaginal.

Neste caso deve-se suspender as relações sexuais e procurar o serviço médico para o tratamento correto.

O uso de medicações por conta própria ou indicados por profissionais não médicos pode melhorar o quadro a princípio, mas as conseqüências podem ser extremamente ruins.

Ressalto a importância do exame preventivo (papanicolau), que além de detectar precocemente o câncer, pode diagnosticar infecções genitais em sua fase inicial, ou seja, sem sintomas.


Publicado em: 01/03/2000. Última revisão: 21/04/2016
 COLABORADORES 
Dra. Maria Beatriz Piraí de Oliveira Dra. Maria Beatriz Piraí de Oliveira - Médica Ginecologista e Obstetra. Especialização em Colposcopia e Cirurgia de Alta Freqüência pelo IBCC( Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer) .
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